fronteiras...
- cris campos
- 25 de out. de 2018
- 1 min de leitura

não se trata de aceitar
o uivo alienado e parvo
como se o sangue que pensa
a ninguém percorresse
nem de engolir que a fúria
que sem demora assume
o esgar pétreo da bala
esboce no canto da boca suja
um sorriso planalto
ou de ouvir
o rumor afiado dos cegos
com uma lasca de metal
encravada na cabeça
mas da urgência
de haver um corpo intacto
quando desde o fim de tudo
o lume passageiro dos fogos
arder com o clarim dos loucos
pelo peso do chumbo
sobre as asas da liberdade,
um minuto de silêncio.
na vitrola...





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