onde sempre...
- cris campos
- 9 de nov. de 2018
- 1 min de leitura
"Para que serve um poema? Talvez para insistir que há sempre restos, equívocos, lapsos, fraturas "Para que serve um poema? Talvez para insistir que há sempre restos, equívocos, lapsos, fraturas na sintonia do homem com o real."na sintonia do homem com o real."

"Para que serve um poema? Talvez para insistir que há sempre restos, equívocos, lapsos, fraturas na sintonia do homem com o real."
(Antônio Carlos Secchin, in Poesia e Desordem)
no momento em que fiz
aqueles versos
brevemente eternos
debrucei-me
nas horas lisas
do prelúdio
movido
pelas rédeas soltas
das fissuras que se abrigam
nas pontas dos dedos
naquele momento
a nuez da existência
vestiu sem reservas
a métrica
e deixei
a espera de ti
um poema
no lugar de sempre
"nossa liberdade passa não apenas pelas palavras em que nos reconhecemos, mas, sobretudo, pelas palavras com as quais aprendemos a nos transformar."
(Antônio Carlos Secchin, in Poesia e Desordem)
na vitrola....





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